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sábado, 31 de dezembro de 2011

MONSENHOR JOSÉ RIBEIRO: SIMPLESMENTE O BOM PASTOR!

         O ano de 2011 se fecha com a infausta notícia da Páscoa do queridíssimo e prezadíssimo amigo e irmão de presbitério, MONSENHOR JOSÉ RIBEIRO DA SILVA, DD. Vigário Geral Emérito de nossa amada Diocese da Campanha e Pároco Emérito e fundador da cidade de Santana da Vargem.
         Ao receber do caríssimo Padre Geraldo Inácio de Carvalho, seu sucessor na cátedra da Senhora Santana, a infausta notícia ainda me lembro bem de seu semblante alegre da última visita do dia 24 de dezembro, quando passei para abraçá-lo em seu leito e ao querido Padre Geraldo por ocasião das festas natalinas.
         Eu fui seu coroinha. Convivi com a sua alegria contagiante, o seu espírito empreendedor e a sua abertura para todos e para os novos métodos de evangelização. Monsenhor José foi pai, pastor, bom pastor que conhecia as suas ovelhas pelo nome, foi médico das almas e do corpo. Lutou e construiu tudo o que Santana da Vargem possui, desde a instalação do Município, o asfalto até Nepomuceno e Boa Esperança, bem como a ligação para Três Pontas. Coube ao seu empenho a fundação das Escolas Padre João Neiva e Padre José Ribeiro da Silva. Foi professor, diretor, educador. Mas do que tudo isso ele foi a mão misericordiosa de Cristo fiel ao que fala a Sagrada Escritura: “O que ligares na terra será ligado no céu e o que desligares na terra será desligado no céu”.
         Naquele tempo antigo, em que os padres eram únicos em suas cidades, Monsenhor José Ribeiro foi o “baculus senecitudes” do Monsenhor Victor, em Boa Esperança. Ajudou, como ajudou, em Coqueiral, em Três Pontas, e até em Campo do Meio.
José Ribeiro da Silva é filho de Antônio Pereira da Silva e Rita Cândida Moreira da Silva. Seu nascimento se deu no dia 06 de fevereiro de 1927, na antiga Ponte Alta, hoje Monsenhor Paulo. Foi batizado na capela do Mundo Novo, pelo padre Pedro Storms. Crismado em 18 de agosto de 1933, em Campo do Meio, pelo venerável Dom Inocêncio Engelke, ofm, segundo bispo da Campanha.
Nascido de uma família piedosa e muito religiosa, desde pequenino manifestava inteligência vivaz e, pelo seu comportamento, sinalizava o que realmente aconteceu: que se transformaria em um cidadão honrado, alguém que dedicaria sua vida a amar incondicionalmente o próximo.
Em 11 de fevereiro de 1939 foi matriculado no Seminário Nossa Senhora das Dores de Campanha. Recebeu as ordens menores, em Monsenhor Paulo, nos dias 7 e 8 de dezembro de 1947. Em Passa Quatro, recebeu o Subdiaconato em 18 de dezembro de 1948; o Diaconato em Mariana no dia 31 de outubro de 1949, finalmente, no dia 8 de dezembro de 1949, dia dedicado a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira de sua cidade natal, foi ordenado sacerdote, aos vinte e dois anos de idade, com indulto da Santa Sé Apostólica, por Dom Frei Innocêncio Engelke, OFM, Segundo Bispo da Diocese da Campanha.        
Em 30 de agosto de 1953, recebe do Senhor Bispo da Diocese da Campanha a missão de cuidar da vida espiritual de seus conterrâneos, e assim, toma posse como vigário da paróquia de Monsenhor Paulo, cidade onde nascera e que o recebeu de braços abertos. Padre Zé Ribeiro, como era carinhosamente chamado, não se limitou às suas funções de vigário.
No dia 9 de junho de 1956, a pedido do então bispo diocesano, D. Inocêncio Engelk, Padre José Ribeiro deixou sua terra natal para pastorear outro rebanho, assumindo a paróquia de Sant'Anna, na cidade de Santana da Vargem. Nesta cidade, por cinqüenta e cinco anos, ele foi a síntese do Bom Pastor, daquele que conhece a todos, com o seu sorriso inconfundível e com a sua bondade inexedível.
Este ano se encerra com a perda de grandes sacerdotes amigos, que foram verdadeiras luzes a iluminar o nosso caminho. Declino, com respeito e saudade, o nome do Monsenhor Victor Arantes Vieira, do Padre José Geraldo Arantes e, agora, genuflexo, do querido Monsenhor José Ribeiro da Silva que foi mais do que um pai, foi amigo, foi confidente, chorou as dores que passei e se alegrou com todas as minhas alegrias. Foi amigo íntimo de meus avôs, Dona Eudete e Orestes Augusto Portugal. Esteve presente no luto de nossa família e em todas as alegrias. Monsenhor José, quando chegava na Fazenda Água Limpa do Mota, para visitar ou para celebrar a Santa Missa, já que lá faz parte de sua paróquia, o sorriso aberto conquistava pela tranqüilidade, pela amizade, pela santidade que brilhava de sua vida e de sua fidelidade.
Quantos doentes visitamos juntos? Quantas visitas em Três Pontas? Quantas visitas em Boa Esperança? Sempre a ambulância de Santana da Vargem era o seu veículo e, mesmo assim, ele fazia questão de visitar o doente, uma, duas, três, quantas vezes fossem necessárias.
Monsenhor José Ribeiro, o confessor generoso, o diretor espiritual arejado. Monsenhor José Ribeiro o pregador de palavras precisas e concisas. Ela pregava com a vida. Ele falava com as atitudes. Ele acolhia como Jesus: eu vim não para os que estão sãos, mas para os doentes.
Quantas vezes, na doença da querida Vó Eudete, Monsenhor José era o primeiro a visitá-la, a estar com ela, a sorrir para ela. Lembro-me bem da Vovó dizer: Padre José me ensine o caminho do céu, mais uma vez. E com o seu sorriso, Da. Eudete, a senhora vai para o céu, confie, a Virgem Santíssima vai acompanhá-la.
Monsenhor José Ribeiro, elegante, do bonito cuidado do cabelo bem penteado, roupa social impecável, de gestos e passos tranqüilos e de uma visão da vida renovada pela sua vida doada, doação, imolada, sacrificada por Cristo, pela Igreja, pelo Sul de Minas, pela sua amada Santana da Vargem.
Monsenhor José Ribeiro ouviu há mais de sessenta anos o doce convite de Jesus a "perder-se a si mesmo", a tomar a cruz. Nestas mais de seis décadas ele celebrou a Eucaristia em favor do povo Santo de Deus. Monsenhor José Ribeiro, em toda a sua vida, conservou nas suas abençoadas mãos o pão do Céu, o pão de Deus, que é Cristo, grão partido para se multiplicar e para se tornar o verdadeiro alimento da vida para o mundo.
Nós, seus filhos espirituais, somos imensamente gratos ao Monsenhor José Ribeiro: pelo amor e a dádiva de Cristo crucificado e glorioso que ele pelas suas mãos benditas, pela sua voz e pelo seu coração deu a cada um de nós, porque ele nos levou a Jesus, e nos educou na escola da simplicidade de Jesus.
Monsenhor José Ribeiro foi o pastor que alimentou as suas ovelhas e conduziu as mesmas pelas pastagens frescas e abundantes. Monsenhor José Ribeiro foi o bom pastor que defendeu as suas ovelhas; ele foi o Bom Pastor que deu a sua vida pelas suas ovelhas.
Não há uma família no Sul de Minas que não foi beneficiada pelo ministério presbiteral do querido Padre José.
Mas nós não estamos tristes. Devemos, antes de tudo, agradecer os mais de 55 anos de presença do Padre José em Santana da Vargem e os seus 62 anos de abençoado, frutificado ministério sacerdotal. A voz e os passos de Monsenhor José, o seu legado, transforma-se em Evangelho vivo e mistério de graça divina. Descanse em paz, querido padrinho José Ribeiro da Silva! O céu está em festa, porque festeiro que era, o sorriso de Cristo, a paz do Ressuscitado, se abre ao grande Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, Padre José Ribeiro da Silva.
Padre Wagner Augusto Portugal.
Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DIA MUNDIAL DA PAZ


No limiar de um Ano Novo, ainda envolvidos pelas angústias, dificuldades e crises que marcam a nossa existência sobre a Terra, o nosso coração, como na situação descrita por Isaías, corre ao sentinela e pergunta: “Sentinela, o que dizes da noite? A quantas está a noite? O sentinela responde: chega o amanhecer, mas outra noite também. Se quiseres saber, volta a perguntar” (Is. 21, 1-12).
Como será o Novo Ano? perguntamo-nos. E ainda que façamos muitos planos, falta-nos a garantia de sua realização, face às incertezas do amanhã. Podemos comparar o novo ano com um caderno em branco que recebemos e que nele escreveremos com a nossa vida. Dependerá de como estaremos correspondendo ao plano de Deus para termos um ano feliz.
Desejamos a todos um feliz e próspero ano! Mas, muitas e muitas vezes, esta é uma expressão vazia, um abraço sem sentido. Apenas entra-se “na onda” úmida da embriaguez de uma euforia sem nexo.
O augúrio de paz deve brotar da sinceridade de nosso coração, arraigado na esperança de um esforço de toda a humanidade de levar à frente a construção e uma ordem social fundamentadas na justiça e expressas na caridade e no amor. Essas devem ser a razão de nossa alegria e da efusão dos nossos sentimentos, na maravilha dos fogos de artifício que iluminam a noite da passagem do ano, com o espocar dos foguetes misturados com os shows dos artistas.
Paulo VI, ao instituir o Dia Mundial da Paz em 1968, para marcar o primeiro dia do ano desejava que “depois, a cada ano, esta celebração se viesse a repetir como augúrio e promessa no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro".
A paz! Um grande dom que podemos aspirar para nossa vida, seja na intimidade de nossa alma, seja nas nossas atividades, seja para todo o mundo. Maravilhosa, na sua síntese e na expressão que abarca todo o anseio, a  bênção divina que Moisés prescreveu para que por ela fôssemos enriquecidos na graça: “Que o Senhor te abençoe e te guarde, volte para ti a Sua face e te dê a paz”.
A paz é fruto de uma sociedade arquitetada na justiça e vivenciada no amor. São os parâmetros que o Senhor nos dá para vivermos na tranquilidade da ordem e no crescimento harmônico.
O homem é um ser livre e social. Por sua condição de um ser dotado de razão, tem a liberdade de escolher entre o Bem e o Mal, de pautar a vida e a sua atividade para dar continuidade à obra criadora de Deus, dominando a Terra e suas potencialidades para o crescimento e desenvolvimento de todos, como também, para num fechamento egoístico e mesmo irracional, desde que se garanta na sua sede insaciável do momento presente, tudo deixar à perdição, expoliando o direito alheio e gerando o ódio, a vingança e a miséria do outro.
Para que tenhamos a paz e a bênção divina, cumpre-nos buscar a Verdade, não o conceito metafísico, mas, como nos ensina a Palavra de Deus na História da Salvação, numa vivência dela própria, na sua Luz que ilumina todo o homem que vem a este mundo e que crê que é filho de Deus. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus, e “quem me segue não andará nas trevas”.
Lembremo-nos da profecia de Isaías lida, meditada e rezada neste Tempo Litúrigico. “O povo que caminhava nas trevas viu uma grande Luz”, e na continuidade nos descreve como são queimados no fogo os instrumentos de guerra, as botas dos opressores, porque um Filho nos foi dado e nele a Luz da Verdade, o Verbo Eterno.
O Papa Bento XVI, para o ano de 2012, envia a sua mensagem para esse dia que tem como tema central: “Educar os jovens para a Verdade e a Paz”. Oportuna a manifestação do Sumo Pontífice, porque a juventude valoriza as pessoas autênticas e verdadeiras, e somente acorrem a atividades crivéis, de quem vive, primeiro, o que prega. Ensina, em sua alocução, o Papa: “Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: « Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo. A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, econômica, cultural e mediática. “Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade, mas um dever primário de toda a sociedade”.
Bento XVI nos convida a valorizar a vida em todas as suas dimensões: “Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos”.
Logo depois da JMJ Madrid 2011, em que o Papa Bento XVI esteve em contacto mais próximo com mais de dois milhões de jovens, ele constata: “As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora atual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efetiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia, contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário. É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas  os componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6).
Ao iniciar o ano de 2012, olhando para Maria Santíssima, a Rainha da Paz, façamos força pessoal e coletiva para que a Justiça e o Amor sejam para todos, particularmente para os jovens brasileiros que se preparam para a JMJ Rio 2013, consequência de quem, com o coração aberto à mensagem de Cristo, trilha o Caminho da Verdade, que dá a vida, que vence o horror da morte.
Em nosso íntimo, encontramos a paz se procurarmos viver a Verdade no Amor e na Justiça, numa integridade sadia de respeito a nós mesmos, ao nosso corpo e às nossas potências vitais que temos dentro de nós, de crescermos em sabedoria e graça, buscando a perfeição a que fomos chamados: “sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito”.
Encontraremos também a paz em nosso meio, na família, na sociedade se nossos pés forem de pessoas anunciadoras da paz, não só no simples desejo ou nos votos de felicidades para o Novo Ano, por mais belo que seja o cartão, por mais bela que seja a mensagem, mas principalmente através de atitudes concretas de vida.
Trabalhemos para que o abençoado ano de 2012 seja feliz e comprometido com a vida nova de justiça e paz.
† Orani João Tempesta, O. Cist.
  Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ano Novo


Ainda em clima de natal, mas com gosto de ano novo, iniciamos o 2012 celebrando o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade Universal. A presença de Jesus Cristo, nascido de Maria, é a causa principal e motivadora de paz para todo o ano.
É fundamental, no primeiro dia, evocar a bênção de Deus, já que Ele é “o Senhor que salva”. Assim faz “brilhar sua face” sobre o povo e sobre a humanidade. Em Israel, no início do ano, o sacerdote dava a bênção sobre povo.
Pedir a bênção é querer a paz para a natureza e para o ser humano. Para quem a deseja, Deus deixa brilhar “a luz de sua face”. Só Ele pode abençoar, mas isto acontece também através de todos nós quando nos colocamos como seus verdadeiros instrumentos.
O ano novo deve ser tempo de liberdade, de superação de toda lei que massacra e causa escravidão. Não podemos colocar jugos, pesos sobre os ombros dos outros em nome de certos conceitos. As bênçãos de Deus nos tornam livres e irmãos de Jesus Cristo.
Recebemos um nome, que nos identifica e nos dá a dignidade de humanos. Ele é a nossa referência o ano todo, formando um caminho de responsabilidade. As atitudes sejam de pastores, que cuidam das ovelhas e são preocupados com o bem da humanidade.
Com um nome, com aquilo que nos dá cidadania, somos inseridos na sociedade humana tendo direitos e deveres, cidadãos de uma comunidade política na realização do bem comum. Que esta tarefa não seja traída neste novo ano!
De uma forma ou de outra, pertencemos a uma comunidade de pessoas, onde somos referência de identidade. Quem não pertence a nada não representa ninguém. A perda de identidade fragiliza os compromissos com o bem comum.
Que neste novo ano todas as nossas tradições, culturas, estruturas políticas, sociais e religiosas nos levem por um caminho de vida sadia, fraterna, justa e honesta. Que consigamos superar o mundo de corrupção tão nefasto para o nosso país.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O verbo Divino se fez carne.

"Deus amou tanto o mundo que na plenitude dos tempos enviou seu filho único para nos trazer vida". Vimos no evangelho do Natal do Senhor que o Verbo estava com Deus e o verbo era Deus, tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito". Aprendemos que verbo e uma ação concreta ou abstrata. São João no cap. I nos diz que o Verbo se fez carne, mais qual verbo? na Carta de São João cap.15, 9 Ele nos diz assim; " Deus e amor". O verbo que se faz carne e Deus é o próprio amor que se encarna para nos trazer a salvação e vida nova, Jesus sendo Deus vem nos trazer uma vida nova, para que na alegria da salvação encontremos a graça de uma vida nova. O tempo do Natal deve ser um tempo de graça e reflexão, se Deus se faz homem e nasce na humildade para que todos pudessem sinceramente o encontrar; nós que somos criaturas de Deus machadas pelo pecado devemos ser humildades e vigilante, pois a conversão e um exercício diário o Santo Padre o Papa na sua mensagem de Natal do Angelus assim nos disse: "  Quem perseverar até o fim será salvo". Sejamos perseverante em nossa caminhada rumo as alegrias celestes.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Celebrar bem o Natal do Senhor!

Já estamos vivendo as alegrias deste dia santo, em que a luz de Deus brilhou sobre o mundo, apagando o erro, o pecado, a iniqüidade. É Natal! O aniversariante é o filho de Deus, Jesus, nascido por obra e graça do Espírito Santo, do seio virginal da Filha de Sião, para dar a salvação a todo o gênero humano.
Mas, nesta noite linda de Natal, devemos iluminar muitas escuridões que atrapalham a caminhada cotidiana, de nossa vida passageira neste mundo: devemos dizer um não sonoro à contravenção do jogo do bicho, ao tráfico de drogas, aos consumidores de drogas, que financiam a violência e o poder paralelo das milícias, as atividades que são geridas por fontes ilícitas oriundas do jogo do bicho, do tráfico de drogas, como muitas expressões que são colocadas como culturais, mas não passam de lavagem de dinheiro do ilícito e do mal feito.
Celebrar o Natal é viver na caridade e na verdade o mistério de Deus. É Natal! É festa da verdade. É dia santo da caridade. É tempo propício do amor fraterno! É tempo de compartilhar os dons, os bens, as alegrias, as tristezas, as esperanças e as dificuldades.
Busquemos a inspiração para este Natal no magno São Bernardo (1091-1153), autêntico monge cistercense e doutor da Igreja, que no seu famoso primeiro sermão para a Vigília de Natal exclama: “Vós que estais perdidos, respirai! Jesus vem salvar o que perecera. Vós, os doentes, voltai a ser saudáveis: Cristo vem estender o bálsamo da Sua misericórdia sobre a chaga dos vossos corações. Estremecei de alegria, todos vós que sentis grandes desejos: o Filho de Deus vem a vós para fazer de vós co-herdeiros do Seu Reino (Rm 8,17). Sim, Senhor, peço-Te, cura-me e ficarei curado; salva-me e serei salvo (Jr 7,14); glorifica-me e ficarei verdadeiramente na glória. Sim, “que a minha alma bendiga o Senhor e que tudo em mim bendiga o Seu santo nome” (Sl 102,1). [...] O Filho de Deus faz-Se homem para fazer dos homens filhos de Deus”.
Por isso vivamos, na fé, na valorização de nossa família, a primeira Igreja Doméstica, o espírito deste dia luminoso do Natal: Jesus se fez homem por amor, para nos salvar. Que todos os ensinamentos deixados por Deus Menino, sejam presença constante neste Natal e, que o aniversariante, Nosso Senhor Jesus Cristo, seja realmente celebrado, como príncipe da
Paz, que nos oferece a alegria que nenhuma tristeza pode tirar de nós: Ele está no meio de nós e nos ama! Feliz Natal do Salvador!
Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha, MG.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ele veio nos curar

         A Campanha de Evangelização abordou um belo tema para a reflexão: “Ele veio curar os nossos males!”.  O testemunho dos Apóstolos é esse mesmo. Ele fez o bem a todos! O bem operado por Jesus foi, sobretudo, em favor dos doentes, dos excluídos e dos fracos. Era seu programa de vida e missão. Para Jesus realizar essa tarefa, quis despojar-se de sua divindade. Esvaziou-se de si mesmo, e assumiu a nossa frágil natureza humana, pelo mistério da Encarnação. Em sua santa Humanidade, Jesus acolhe, toca, purifica, cura, liberta, ressuscita.
Sempre movido pela compaixão. Jesus encara o ser humano como filho de Deus. Ele quer devolver-lhe a dignidade, por vezes, tão agredida e vilipendiada. E, se preciso for, briga com os mestres da lei e fariseus e, até mesmo, enfrenta o demônio e luta contra ele.
Sempre fiel a vontade do Pai, Jesus assume com paixão a libertação do ser humano. É provocado a desviar-se desse projeto, até pelos próprios seguidores. Porém ele não se deixa seduzir para trilhar outro caminho. Ele aceita plenamente a via estreita da Cruz.
O Natal que celebramos aponta-nos para esse paradoxo. O Filho de Deus vem para o que era seu e os seus não o receberam. E anunciado aos pastores pelos anjos, que cantam a glória de Deus e a paz aos homens por ele amados, mas o mundo continua violento e belicoso. Quer curar os nossos males, e a maldade continua imperando.
Frente a tudo isso sentimo-nos impotentes. Como Pedro e João diante do paralítico, não temos nem ouro nem prata para oferecer. Mas não podemos fechar nossas mãos. Menos ainda nossos corações. Acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Seu nome tem poder para curar todos os males. Peçamos que ele cure, primeiramente, os nossos.
Deixemos que a penumbra da gruta nos ilumine! Que a simplicidade da manjedoura nos ensine a sabedoria! Que a fragilidade do Menino nos fortaleça! Que o silêncio contemplativo de Maria e José nos faça eloquentes para cantar a benevolência do nosso Deus salvador!
+ Frei Diamantino Prata de Carvalho, ofm
Bispo da Diocese da Campanha(MG)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal: Jesus ou Papai Noel?

Imagem: cantodapaz.com.br
  Aproxima-se o Natal. Curioso como, numa sociedade tão laicizada como a nossa, na qual predomina a tendência de escantear a religião para a esfera privada, uma festa religiosa ainda possa constituir um marco no calendário dos países do Ocidente. 
  Há nisso uma questão de fundo: o ser humano é, por natureza, lúdico e sociável, o que o induz a ritualizar seus mais atávicos gestos, como alimentar-se ou se relacionar sexualmente. Além de elaborar, condimentar e enfeitar sua comida, o que nenhum outro animal faz, o ser humano exige mesa e protocolo, como talheres e a sequência prato forte e sobremesa. 
  No sexo, não se restringe ao acasalamento associado à procriação. Faz dele expressão de amor e o reveste de erotismo e liturgia, embora o pratique também como degradação (prostituição, pornografia e pedofilia) e violência (jogo de poder entre parceiros).
  O Carnaval, como o Natal, era originariamente uma festa religiosa. Nos três dias que antecedem a Quaresma, período de jejum e abstinência recomendados pela Igreja, os cristãos de fartavam de carnes – daí o termo Carnaval, festival da carne. Resume-se, hoje, a uma festa meramente profana, onde a carne predomina em outro sentido... 
  Essa transmutação ocorre também com o Natal. Por ser festa de origem cristã, para celebrar o nascimento de Jesus, a sociedade laica e religiosamente plural a descaracteriza pela introdução da figura consumista de Papai Noel. O que deveria ser memória da presença de Deus na história humana, passa a ser mero período de miniférias centrada em muita comilança e troca compulsiva e compulsória de presentes. 
  Daí o desconforto que todo Natal nos traz. Como se o nosso inconsciente denunciasse o blefe. Sonegamos a espiritualidade e realçamos o consumismo. Ótimo para o mercado. Mas o será também para as crianças que crescem sem referências espirituais e valores subjetivos, sem ritos de passagem e senso de celebração? 
  Longe de mim pretender restaurar a religiosidade repressiva do passado. Mas se há algo tão inerente à condição humana, como a manutenção (comer) e a procriação (sexo) da vida, é a espiritualidade. Ela existe há cerca de um milhão de anos, desde que o símio deu o salto para o homo sapiens. As religiões são recentes, surgiram há menos de dez mil anos. 
  Se a espiritualidade não é fomentada na linha da interiorização subjetiva e da expressão de conexão com o Transcendente, ela corre o sério risco de, apropriada e redirecionada pelo sistema, cair na idolatria de bens materiais (patrimônio) e de bens simbólicos (prestígio, poder, estética pessoal etc). Talvez isso explique por que a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas similares a catedrais pós-modernas... 
  Já não são princípios religiosos que norteiam a nossa vida. Desestimulados ao altruísmo e à solidariedade, centramos a existência no próprio umbigo – o que certamente explica, na expressão de Freud, “o mal-estar da civilização”, hoje acrescido desse vazio interior que gera tanta angústia, ansiedade e depressão. 
  Com certeza o Natal é ocasião propícia para, como propôs Jesus a Nicodemos, nascer de novo...
Por Frei Betto
Fonte: domtotal.com
Via Blog Paulinos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Maria nos ensina a deixar Jesus nascer em nosso coração!

Estamos na quarta semana de preparação mais próxima para o Natal. A nossa companheira de caminhada é a Virgem Maria, mulher simples, tirada não da casa real de Belém, mas da mais humilde cidade de Nazaré, a cidade esquecida pelos grandes e poderosos.
Maria encontrou graça por parte de Deus. Ela é a toda bela, a toda amada, a escolhida para ser a mãe do Redentor. Ao receber a visita do Arcanjo Gabriel, ela pergunta como pode ser que ela seja escolhida para ser a mãe do Redentor, se ela não conhece homem algum? E o Arcanjo Gabriel, enviado de Deus, diz que o Espírito Santo de Deus irá cobri-la com a sua graça e ela dará a luz a um filho, homem, primogênito, Redentor, a quem ela dará o Nome de Jesus.
Maria da expectação, ou Maria da Expectativa do Nascimento de Jesus nos deu a mais bela profissão de fé que uma pessoa pode dar à resposta de Deus: “Eis aqui a Serva do Senhor, faça-se em mim Segundo a Tua Palavra”.
Fiat, faça-se, é a manifestação inequívoca de Nossa Senhora que não devemos fazer as nossas vontades, mas à única vontade que compensa, que nos ajuda a viver bem neste mundo: a vontade de Deus, a vontade de Jesus, a ação dos dons do Espírito Santo que nos iluminam para viver bem neste mundo com os olhos fixos para o céu.
Ao aproximar-se o Natal devemos relembrar que o aniversariante é Jesus. É Ele, o Filho de Deus e de Maria Santíssima, que é o ator principal deste tempo santo em que estamos contemplando e vivendo. Em nossas casas os símbolos principais devem ser a singeleza do presépio e a luz que relembra que Cristo habita as nossas casas e habita os nossos corações.
Madre Tereza de Calcutá nos ensinou que “é a quantidade de amor colocado naquilo que fazemos que torna bonita a nossa oferenda aos olhos de Deus”. O que nós queremos oferecer a Jesus neste Natal, nesta semana derradeira do tempo do Advento, é a nossa adesão amorosa ao evento da Encarnação do Filho de Deus que, assumindo em tudo a condição humana, menos o pecado, nos aponta os caminhos do céu e a vivência da santidade.
Maria nos ensina Jesus a nascer em nosso coração! Nada, absolutamente nada do que seja humano, nos atrapalhe a viver a epopéia da encarnação do Filho que Deus que por amor nos envia o Seu Primogênito! Boa preparação para o Natal e não se esqueça de uma boa confissão para viver bem o tempo do Natal!
+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG).

sábado, 17 de dezembro de 2011

4º DOMINGO DO ADVENTO – B

“Céus, deixai cair o orvalho; nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador!” (Is 45,8)

Meus irmãos,
Chegamos ao quarto domingo do Advento, carregado de uma simbologia muito forte: a promessa de Deus e o “sim” do homem.
A Primeira Leitura(2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16) diz que Senhor está interessado no bem-estar de seu povo. O rei Davi, que morava em um confortável palácio, preocupava-se com a situação da Arca da Aliança, que se encontrava abrigada numa tenda simples. A Arca representa muito mais do que a morada do Senhor. Ela acompanha o povo e a sua caminhada, por isso Davi queria dar uma acomodação melhor, mais digna e, por conseguinte, segura para Deus junto do seu povo.
Natan, no entanto, surpreendeu a Davi dizendo que Deus não está preocupado com a suntuosidade, com o luxo e com o bem-estar. Mais do que palácios e arcas, o primeiro para acomodar o poder e o segundo para o culto, o importante é o bem-estar do povo de Deus, do povo sofrido, do povo excluído, do povo espoliado por políticas de exclusão que priorizam o capital em detrimento da pessoa e da sua dignidade de filhos e filhas de Deus. O rei e o governante, que recebem a investidura de seu poder por parte do Senhor Deus, devem ter como preocupação precípua é o bem-estar e a bonança do povo de Deus.
O questionamento de Natan para com Davi é o questionamento que deve ser feito na nossa vida. Enquanto David foi ungido rei, ele logo se preocupou com a Arca, se esquecendo que o primordial é a preocupação com o povo a quem governava. Portanto, o importante é que os homens da Igreja e os homens e mulheres de boa vontade estejam preocupados na qualidade de vida, em todos os sentidos, do povo de Deus, sem ter medo de denunciar tudo aquilo que atinge a dignidade da pessoa humana.

Meus irmãos e minhas irmãs,
O Evangelho de hoje(Lc 1,26-38) traz o pleno cumprimento de todos os sinais que anunciam a vinda do Salvador. Um deles é a promessa feita a Davi, de que sua descendência teria seu trono firmado para sempre. Essa promessa se realiza no filho de Maria, juridicamente inserida, através de seu noivo José, na descendência de Davi. A este filho, Deus dar-lhe-á o trono de Davi, o governo da casa de Jacó para sempre. O modo como Jesus é o Cristo, que reinará para sempre, e o modo como a casa de Israel se tornará um povo universal, nenhum contemporâneo de Maria o podia imaginar e ela só o vislumbrava como Mistério de Deus. As profecias não são programas a serem executados. São sinais da obra inesperada que Deus está fazendo, sinais que a gente só entende plenamente depois da obra realizada.
O Evangelho de hoje ensina que Maria acolheu o projeto de Deus e tornou possível a presença de Jesus no mundo, já que aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Seu corpo foi a primeira casa onde ele se hospedou, por nove meses, até que desse à luz deste mundo.
            Deus, com o gesto da encarnação, quer morar em cada um de nós, em nosso coração, em nossa vida, quer ser hóspede para sempre.  Por isso, somos convidados a abandonar as futilidades, as comodidades e a viver a “radicalidade” do Evangelho que pede sacrifícios, que pede inserção no projeto de redes de comunidades, aderindo ao projeto de seguimento de Jesus Cristo.

Meus irmãos,
São Lucas, no Evangelho de hoje, vê chegada a plenitude dos tempos na Encarnação de Jesus Cristo. Vê chegado o começo dos novos tempos, caracterizados pelo Emanuel, isto é, Deus-conosco (Is 7, 14), um Deus sempre presente no meio da comunidade, misericordioso, legislador e mestre, santificador, mediador entre o céu e a terra.
Jesus é anunciado numa pequena vila mal afamada (Jo 1,46; 7,41) da Galiléia, semipagã. Embora seu nome, segundo São Jerônimo, signifique “flor”, Nazaré era mais conhecida pelas prostitutas à disposição, do que pelos valores religiosos-culturais. Ainda assim, Jerusalém não merecera a mensagem divina. A jovem e virgem Maria, na minúscula Nazaré, torna-se a nova Jerusalém, a nova cidade santa, aquela que os profetas chamaram de Filha de Sião (Is 37,22; Sf 3, 14).
Jerusalém continha o templo, coração do povo. Maria, a nova Jerusalém, contém o Senhor do templo, Deus encarnado em seu seio virginal. O templo de Jerusalém era o símbolo visível da Aliança de Deus com o povo. Agora, Maria de Nazaré é a iniciadora da nova aliança, que Jesus, na última ceia, dirá que é definitiva e eterna, porque garantida pelo seu sangue (Lc 22,20).
Portanto, se Maria concebeu em seu seio o Filho de Deus, está cheia de toda a graça, porque contém em si a plenitude da graça, todo o Bem, o Bem inteiro.

Meus amados irmãos,
O Filho de Deus, que o arcanjo Gabriel anuncia encarnado no seio de Maria, por obra e graça do Espírito Santo, não é dom para ela exclusivamente. As mães costumam falar sempre em “meu filho”, embora o filho seja tanto dela, quanto do marido.
Na Anunciação, Gabriel é claro: o Filho de Maria pertencerá a todos. A todos, sem distinção. E o afirma com a frase: “O chamarás Jesus”. No nome está uma missão. O nome já fora dado a Josué, que salvara o povo do deserto, conduzindo-o à Terra Prometida. O nome já fora dado ao sacerdote que organizara o culto ao Deus único durante o exílio da Babilônia. O Filho de Maria se chamará Jesus, isto é, Salvador.
Jesus é aquele que nos vem salvar do deserto em que vivemos. Jesus é aquele que vem restaurar o verdadeiro culto ao Pai do Céu, onde já não contam as coisas oferecidas, como bois, carneiros, incensos, mas à sua pessoa, sacerdote e sacrifício (Hb 7, 27), ao mesmo tempo, e à nossa pessoa, que deve se converter e voltar-se para o Senhor, para ser com ele sacrifício puro e agradável (Ef 5,2). Jesus veio nos ensinar como “adorar o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4,24).

Irmãos e Irmãs,
Abramos, nas vésperas do Natal, os nossos corações ao Menino que vem, para que ele faça de nossos corpos sua morada e que esta presença permeie todos os nossos relacionamentos: nas festas, no lazer, nos trabalhos, na vida pessoal e na vida familiar, nunca se esquecendo da vida de comunidade, de paróquia, da Igreja Particular à qual estamos inseridos e, por fim, à Igreja Católica, de todo o mundo.
A proximidade da festa do Natal nos interpela a um questionamento muito sério: por que é tão importante celebrar o nascimento do Filho de Deus, do Salvador da humanidade? Ele vem para iluminar a existência dos seres humanos, levá-los pelo o caminho da vida plena, com a consciência viva de que o mundo precisa ser salvo. Começando pela salvação de cada um de nós, queremos clamar em alta voz: “Vem, Senhor Jesus, o mundo precisa de ti!”.

Meus irmãos,
A segunda Leitura(Rm 16,25-27) é uma profissão de fé: em Cristo se torna manifesto o que, desde séculos, a Sagrada Escritura, ao mesmo tempo em que o assinalava, escondia: o Mistério de Deus. Deve-se ver a história a partir de Jesus Cristo. Assim, entenderemos em todos os fatos narrados nos sagrados mistérios deste domingo indícios do que se manifesta, em plena clareza, nele mesmo. Pela graça de Deus que emana a todos os povos compreenderemos nitidamente a grandeza da fé católica e apostólica, pois tudo é dom de Deus, graça do Divino Infante.
A síntese desta liturgia é acolher um hóspede muito especial, o Deus Menino, não o deixando trancado em nossas casas, mas saindo com ele para todos os eventos de nossa vida. Natal é isso! Natal é não trancar Deus no nosso coração, mas comunicar o bem-estar que provém do Menino Deus.
Na celebração do Nascimento de Jesus, que já se nos avizinha, estejamos preparados, prontos para acolhê-lo em nosso coração, permitindo que ele se faça presente em nossa vida, por meio de nossas ações, de nossas palavras, de nossa conduta, para que sejamos lídimos discípulos e missionários de Cristo.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)

Maria inspira o nosso “sim”


Hoje celebramos o quarto e último domingo do Advento. A Palavra de Deus nos conduz a um dos personagens principais relacionados com o Natal, que é Maria de Nazaré. Ela se fez disponível para o plano de Deus, para a salvação da humanidade. É tempo de recordar os nossos “sins” dados ao Senhor durante nossas vidas e pedir para que continuemos fiéis, renovando a nossa adesão ao chamado do Senhor.
A oração de coleta deste domingo fornece e orienta a nossa oração: "Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição”. Esta, inclusive, é a oração de conclusão do “Angelus”, rezado às 6, 12 e 18 horas de cada dia.
O evangelho da Anunciação (cf. Lc. 1,26-38) nos leva diretamente para a casa onde o anjo Gabriel aparece a uma jovem e digna filha de Israel para revelar a vontade de Deus e pedir a sua cooperação no plano da redenção. Tudo vai partir do Sim integral que Maria disse a Deus, com tudo de si mesma e a sua beleza. O texto de Lucas fala-nos da Anunciação e, assim, já nos coloca dentro do clima de Natal.
Preparar-se para o Natal significa pedir emprestado a Nossa Senhora o que ela nos oferece como modelo de comportamento em relação ao Todo-Poderoso. Maria está diante de nós como um modelo da nossa fé, capaz de acolher todas as iniciativas de Deus.
Como para Maria, também para nós é possível responder ao chamado de Deus, que é o chamado à santidade. Uma chamada que começa exatamente neste evento da Anunciação, quando o sim de Maria abre a iniciativa de Deus de encarnar-se na história da humanidade através da ação do Espírito Santo. Podemos, dignamente, preparar o Natal, e ainda há tempo para fazê-lo se assumirmos uma atitude de serviço humilde a Deus, dizendo também o nosso “sim”.
É necessário preparar-se para o Natal de um modo digno do Senhor, como nos recorda a primeira leitura deste domingo (cf. 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16), apresentando-nos a figura do rei Davi. Deus quer construir em nós a Sua casa. O Natal é preparar um lar adequado para que nele possa habitar o Salvador. E nós sabemos que no lugar em que Ele está, a casa é estável e duradoura, resiste a qualquer impacto da tempestade e da violência e não tem medo de nenhum ataque de qualquer gênero.
Na segunda leitura de hoje (cf. Rm 16,25-27), encontramos o significado teológico da nossa expectativa e esperança no Senhor. São Paulo escreve com grande simplicidade, mas também com profundidade, maravilhosas palavras para indicar um caminho de vida espiritual e moral para percorrer, a fim de que possamos conhecer a manifestação do mistério no encontro com Cristo.
A liturgia deste domingo, situado dentro da semana de preparação próxima para o Natal, nos ajuda a celebrá-lo da melhor maneira, como rezamos num dos prefácios do Advento, e fixar o olhar em Cristo inspirados em Maria: "Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela Virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por São João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores”.
Preparemo-nos cristãmente para o Natal! Busquemos contemplar a simplicidade do presépio! Voltemos agora o olhar para Maria e José, que esperam o nascimento de Jesus, e aprendamos deles o segredo do recolhimento para saborear a alegria do Natal.
Preparemo-nos para acolher, com fé, o Redentor que vem para estar conosco, Palavra de amor de Deus para a humanidade de todos os tempos.
† Orani João Tempesta, O. Cist.
  Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SINAIS DO AMOR DE DEUS

Estamos vivendo o Advento. Nossos corações se alegram e batem mais forte. É o Senhor que vai chegar. Vamos acolhê-lo com ternura, porque Ele mesmo quer nos plenificar com o seu amor.
Nossa Novena de Natal, da nossa centenária Diocese da Campanha, deste ano traz reflexões sobre os Sacramentos na Igreja. Esta é depositária das graças que Cristo nos conquistou pelo seu ministério pascal: morte e ressurreição. No entanto, o Senhor, ao se revestir de nossa carne humana, já é sinal da grande misericórdia de Deus. Ele nos amou e, por isso, enviou-nos o seu Filho.
Pela sua encarnação, o Verbo Divino nos aproximou da Trindade. Assim lemos na carta aos colossenses: Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Os Santos Padres ensinam que a santa humanidade de Jesus é o sacramento original.
A Igreja, na qual a obra de Cristo continua, é Nele também sacramento. O mesmo se pode dizer de cada fiel. Á medida em que se assumem as atitudes de Cristo torna-se sacramento para os outros. Isso é palpável no Matrimônio: os cônjuges se dão em sacramento. Um é sacramento de Cristo para o outro.
É que a graça de Deus não se limita a sete sinais. Ela é bem mais ampla e fecunda. Porém, ao longo da Historia fixaram-se os sete Sacramentos: Batismo, Eucaristia, Confirmação, Reconciliação, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio. O 7 é considerado número perfeito. Cremos que Deus nos concede seus dons mediante os sete Sacramentos.
Para bem recebê-los, devemos ter as devidas condições, pois não podemos receber a graça de Deus em vão. Como os dons, eles são privilegio deste ou daquele, mas confiados á comunidade. É nela que os celebramos dignamente, bendizendo ao Senhor pela sua misericórdia.
Que nesta Novena de Natal possamos conscientizar- nos do grande valor dos Sacramentos. E que possamos festejar o Natal do Senhor como grande sinal de sua benevolência, assumindo o compromisso de que devemos ser sacramento para os irmãos e irmãs, levando a eles a mesma ternura do Menino de Belém! Isso faz parte do programa do discípulo missionário de Jesus Cristo, que quer que todos Neles tenhamos vida em abundância.
A todos que celebrarem a Novena de Natal, desejo festas felizes.

† Frei Diamantino P. de Carvalho, ofm
Bispo da Diocese da Campanha

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Advento: tempo de conversão e acolhimento !

O verdadeiro significado do advento é a preparação para a chegada do Cristo, ato que tem que ser praticado em nosso cotidiano e em nossas vidas.
Atitude muitas vezes difícil de colocar em pratica em um mundo consumista, onde o dinheiro é base de tudo. No cotidiano, muitas vezes entretemos com coisas mundanas e esquecemo-nos de pensar que cristo existe em nossos meio, muitos dedicam se as ceias de natal comida, bebida, e esquecem-se do nascimento de Jesus Cristo.
 O verdadeiro sentido do natal é a conversão e a ajuda ao próximo como Jesus disse: “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”. O amor é à base da vida, se não amamos o próximo como a nós mesmo não amamos a Cristo.
Maria é o exemplo de aceitação e dedicação ao projeto de Deus, como mestra e intercessora Ela intercede por nós a seu Filho Jesus Cristo e convida a convertermos  e crermos em seu amor acima de tudo. A novena de natal deixa bem claro sobre os sacramentos, eles nos dão eterna proximidade com Deus. Quem vive os Sacramentos cumpre as leis de Deus, pois ele quer que sejamos fieis até o fim de nossa vida ao sacramento que recebemos inclusive no sacramento do Matrimônio que hoje este cada vez mais diluído e desentendido pelo ser humano que não compreende que ele é graça de Deus.
Portando, como Cristãos Batizados e Discípulos Missionários de Cristo por excelência, preparemos para a vinda do Messias, convertamos crendo no evangelho, fazendo o bem ao próximo celebraremos um Bom e Santo Natal assim seja amém.
       
Jean Carlos Chagas
 (vocacionado)
Diocese da Campanha  -  MG

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A alegria que vem do Natal!

         O Domingo Gaudete nos coloca na atmosfera da alegria em celebrar o tempo do advento, como preparação mais próxima para a celebração do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
         A alegria e a oração devem ser as duas companhias indispensáveis para quem é cristão católico. São Paulo Apóstolo nos exorta à ALEGRIA: "Sede sempre alegres". (1Ts 5,16-24). Essa alegria que Paulo nos conclama é a verdadeira alegria: primeiro da oração: "rezai sem cessar, dai graças"; seguida da abertura do coração aos apelos do Espírito e, como conseqüência, viver e testemunhar uma vida moral irrepreensível.
         Como você entende ser alegre? O que é a alegria para você? A alegria das futilidades externas ou a autêntica alegria cristã? A alegria dos batizados não é uma atitude passageira de festas humanas,  mas um estado permanente, de quem confia que a vida cristã é uma caminhada ao encontro do Senhor que vem. A Alegria é um dos sinais da presença de Deus no coração de uma pessoa.

         Se damos testemunho da Alegria que brota do nascimento de Jesus Cristo nós somos chamados, como São João Batista, o precursor, a dar testemunho de Cristo. Nós somos de Cristo, verdadeiramente, quando vivemos a Sua Palavra de Salvação, quando o testemunhamos em gestos concretos do nosso dia a dia. A verdadeira alegria está ligada a algo mais profundo, a oração, ao trabalho evangelizador, ao descanso. A felicidade verdadeira está vinculada à nossa relação com Deus; não é um estado de espírito passageiro, nem algo que obtemos com nossos esforços, mas é um dom, nasce do nosso autêntico e doce encontro com a pessoa viva de Jesus.
Por isso, como João Batista que testemunhou Jesus Cristo, quem encontrou o Deus Menino em sua vida, sente no coração uma serenidade e uma alegria que ninguém e nenhuma situação podem tirar. Que este estado de alegria cristã nos abra o espírito, neste advento, para bem celebrar o Natal.
+ Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG).

domingo, 11 de dezembro de 2011

ESCLARECIMENTO dos bispos da Província Eclesiástica de São Paulo aos fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana
09/12/11 14:28 -
Papa Bento XVI
ESCLARECIMENTO dos bispos da Província Eclesiástica de São Paulo aos fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana 'A Igreja Católica Apostólica Romana, fiel e perseverante na transmissão da fé recebida dos Apóstolos, está unida ao Papa, sucessor do Apóstolo Pedro, e aos bispos em comunhão com ele. Os fiéis católicos apostólicos romanos reúnem-se também em torno dos padres e diáconos, que estão em comunhão com os bispos e foram por eles legitimamente ordenados para os respectivos ministérios.
Atualmente, várias Igrejas e Comunidades Cristãs, não unidas ao Papa e aos bispos em comunhão com ele, apresentam-se como “católicas”, “católicas apostólicas”, “católicas carismáticas”, “católicas renovadas”, “católicas apostólicas ortodoxas”, “católicas apostólicas brasileiras”. Diversas pessoas e iniciativas religiosas são apresentadas como “católicas”, utilizando os mesmos sinais já tradicionais da nossa identidade católica apostólica romana (nomes, títulos, vestes clericais e litúrgicas, símbolos, textos litúrgicos...).
Esta falta de clareza no âmbito das organizações religiosas ditas “católicas” é motivo de perplexidade, confusão e desorientação para os fiéis a nós confiados, podendo causar dano à sua fé. Cumprindo nossa grave responsabilidade de, em nome de Jesus Cristo, Bom Pastor, cuidar das ovelhas do seu rebanho, conduzindo-as pelos caminhos do Evangelho e defendendo-as contra todos os perigos e enganos, vimos esclarecer e chamar a atenção para o que segue:
1. Somente representam legitimamente a Igreja Católica Apostólica Romana os bispos que estão em comunhão com o Papa e os sacerdotes e diáconos em comunhão com esses bispos católicos apostólicos romanos. Dioceses, eparquias, exarcados, paróquias e santuários da Igreja Católica Apostólica Romana são somente aquelas e aqueles que estão sob a responsabilidade de tais bispos, sacerdotes e diáconos;
2. É direito dos fiéis católicos apostólicos romanos e de qualquer outra pessoa, obter informações certas sobre a identidade religiosa das pessoas que representam qualquer religião, igreja ou grupo religioso; o exercício da liberdade religiosa só é possível mediante essa clara identificação;
3. Os fiéis católicos apostólicos romanos, que necessitarem de informações sobre a legitimidade dos seus representantes hierárquicos, podem obtê-las através dos padres e diáconos das paróquias católicas romanas conhecidas, ou através das cúrias das respectivas dioceses.
4. Recomendamos aos nossos sacerdotes e diáconos que tenham sempre consigo o documento de identidade sacerdotal ou diaconal, assinado pelo bispo da própria diocese ou, no caso do clero religioso, pelo seu superior provincial;
5. Esclarecemos aos fiéis católicos apostólicos romanos e a quem interessar possa, que nossa Igreja não realiza, a não ser em casos especiais, batizados, casamentos e crismas fora das igrejas e espaços normalmente destinados ao culto e às celebrações sagradas, como, por exemplo, chácaras, buffets e outros locais;
6. Desaprovamos toda forma de simulação dos Sacramentos da Igreja Católica Apostólica Romana, bem como a exploração comercial, como fonte de lucro, da religião e da boa fé do povo; afirmamos que, ao nosso entender, isso é um grave desvio da natureza e da finalidade da religião e desrespeita profundamente a Deus e ao próximo;
7. Estimulamos a todos os nossos fiéis a se manterem firmes na fé da Igreja, recebida dos Apóstolos e testemunhada pelos santos e mártires ao longo da história; estejam unidos aos seus legítimos bispos e sacerdotes, colaborando com eles na vida e na missão da Igreja; freqüentem as comunidades de fé e caminhem com elas, nas paróquias e outras organizações da Igreja, e busquem todos conhecer mais profundamente o rico patrimônio da fé e da vida cristã, que a Igreja Católica Apostólica Romana preserva e transmite com fidelidade, de geração em geração.'
Fonte Site oficial da Diocese de Santos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

3º DOMINGO DO ADVENTO – B.

 “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4-5).


Irmãos e Irmãs,
Deus vem para a alegria dos pobres. Estamos na metade do tempo do Advento, este bonito tempo de espera, de vigilância e de mudança de vida em que a Santa Igreja Católica nos convida a abrir os nossos corações para a vinda iminente do Filho de Deus.
O Senhor está no meio de nós, por isso a Liturgia de hoje exulta: “Alegrai-vos, o Senhor está próximo”.
Refletimos hodiernamente sobre a figura do precursor São João Batista. Hoje, a Liturgia nos faz sair da reflexão da penitência e da conversão e exulta em nossos corações a alegria do testemunho.
            Antigamente, o domingo de hoje era denominado Domingo Gaudete, por causa da antífona de entrada que começa com esse imperativo “Alegrai-vos”. O celebrante reveste-se de vestes róseas, anunciando a alegria e a luz que deve permear toda a nossa vida cristã.A alegria desta Liturgia nos anima a recordar a alegria do povo de Israel que, retornando do exílio no Egito, anseiam por dias melhores, ou seja, esperam pela Boa Nova do Senhor que vem.
A primeira leitura da celebração(cf. Is 61,1-2a.10-11) nos apresenta palavras animadoras, de uma dessas pessoas que surgiram na vida do povo de Deus. Ela preferiu ficar no anonimato e sua mensagem acabou sendo incorporada ao livro do profeta Isaías. Num momento de desolação, um profeta anônimo vem cantando e falando de coisas novas que Deus fará: onde reinava a tristeza, brilhará a alegria; onde campeava a desolação, virá a paz do Senhor; onde grassava o desânimo, vem o ânimo do próprio Senhor, anunciando a virtude básica da vida cristã: que DEUS PLANTARÁ JUSTIÇA ENTRE OS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE. Vale a pena recordar Isaías: “Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas jóias”.,Problemas todos nós temos. A alegria anunciada é aquela que foi proclamada pelo precursor João Batista, que veio aplainar os caminhos do Senhor: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.
A  primeira frase do Evangelho(cf. Jo 1,6-8.19-28) resume a pessoa e a missão de João Batista: é um homem, diferentemente de Jesus que, desde o início, é chamado de Filho de Deus. É um enviado de Deus, isto é, um profeta, que falará em nome de Deus aos homens.
Jesus também se dirá enviado (Jo 3,34), mas falará com autoridade própria e se identificará com o Pai (Jo 10,30). Chama-se João, que quer dizer “Deus usa de misericórdia”. A missão de João é proclamar que a misericórdia divina se encarnou na pessoa de Jesus de Nazaré, que veio “tirar o pecado do mundo” (Jo 1,29).
João Batista veio dar uma sacudida no povo de Deus, por isso ele é profeta que anuncia a palavra de Deus e dá a sua vida por este projeto de salvação. João se preocupou com o testemunho do Senhor que virá, abrindo como precursor os seus caminhos. João certamente deu testemunho de uma verdade: “Que Ele cresça e eu diminua”.
Aí está, pois, a novidade de ser cristão e de ser católico: que o clero e as lideranças do povo reconheçam a sua miséria e deixem que Cristo encaminhe e guie as comunidades para a vivência da alegria e do gozo do Senhor que vem.
João Batista nos deixou um testemunho brilhante de humildade e também de fé absoluta em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não se intitulou Messias, mas sim precursor, o que abre os caminhos. João Batista não disse uma palavra a seu respeito, mas somente a respeito do que Vem. O seu papel era apontar o caminho da salvação, proclamando a grandeza daquele que estava por vir, ao mesmo tempo em que se punha no seu lugar, sabendo que sua missão era só de abrir as veredas. João Batista aponta as luzes para o mundo, mas parece que o mundo não quer conhecer a luz que é Jesus, como ele próprio lamentou depois: “A luz veio a este mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que luz” (Jo 3, 19).

Caros irmãos,
A Segunda Leitura(cf. 1Ts 5,16-24) nos apresenta a alegria e a ação de graças sempre. São Paulo envia uma exortação aos Tessalonisses para que a alegria e a contínua ação de graças sejam a nota determinante desta comunidade eclesial, pois é para ver-nos assim felizes que Deus nos fez participar do Evento de Jesus Cristo. Daí, as orientações práticas para a querida comunidade eclesial: não apagar os dons do Espírito Santo, avaliar tudo e guardar o que serve, eliminar todo o mal. Termina a carta com um voto ou ósculo da paz, o que significa a perfeição escatológica, pois Deus é fiel.
Alegrai-vos! Alegrai-vos sempre no Senhor, incessantemente.
Todos nós somos convidados a examinar nosso relacionamento com Deus, afastando-nos do espírito do mal e nos aproximando do espírito de Deus, o espírito do bem e da paz, conservando a santidade de vida e de estado,
A razão desta alegria está enfeixada na segunda leitura: o que Deus quis, afinal, com Jesus Cristo e sua obra é que sempre possamos estar alegres e agradecidos a Ele. Ser felizes e animados pelo projeto do Evangelho é a nossa missão.
Na Igreja, muitos são os carismas, mas todos convergem para Jesus Cristo. O importante de hoje não é somente a conversão, mas é iluminar a sociedade com a fé que vem de JESUS CRISTO LUZ DO MUNDO, DANDO TESTEMUNHO DESTE JESUS, ÚNICO CAMINHO DE SALVAÇÃO, DESEJOSO DE VER AQUELE QUE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, COMO SALVADOR E VIVIFICADOR.
Que a Festa do Natal que se aproxima nos faça cada vez mais abertos, especialmente ao apelo de nossos Bispos que hoje pedem a nossa generosa participação na campanha da evangelização. Ajudando, desta forma, as necessidades da Igreja no Brasil, estaremos fazendo com que o Natal se realize cada vez mais digno nas Igrejas irmãs, pobres e necessitadas, carregando as sementes da Esperança que se renovam a cada NATAL DO DIVINO INFANTE.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha. (MG)

3° Domingo do Advento


Celebramos nesse fim de semana o terceiro Domingo do Advento, chamado de Gaudete, isto é “Alegrai-vos!”. Somos convidados nesse domingo a Alegria, “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4.5). Alegria pela aproximação do Santo Natal. Alegrai-vos! Alegremo-nos! O Senhor está perto! Está próximo o Natal; está próxima a Vinda do Senhor; está próximo de nós o Salvador nosso nos diversos momentos de nossa existência! Ele não é Deus de longe; é Deus de perto: seu nome será para sempre Emanuel, Deus-conosco! “A liturgia convida-nos a ter uma espera vigilante e alegre, porque o Senhor não tardará: Ele vem libertar o seu povo do pecado. Alegrai-vos! Há quem se alegre no pecado, há quem se alegre em futilidades, há quem, mesmo alegrando-se com coisas que valem a pena, esquece que toda alegria é passageira. Quanto a vós, caríssimos, alegrai-vos com tudo quanto é bom e louvável, mas colocai vossa maior e definitiva alegria no Senhor! Somente nele o coração repousa plenamente, somente nele encontra-se a paz que dura mesmo em meio à tribulação mais dura, somente nele o anseio mais profundo de nossa alma. Alegrai-vos! Mas seja o Senhor o fundamento da vossa alegria, a causa última da vossa exultação!”...
Um santo fim de semana a todos.... e não se esqueça domingo sem missa semana sem graça....Deus te abençoe sempre.... abraços e orações.
Pe. Emerson R.Lima, cmps
Vigário Paroquial
Paroquia Santa Teresinha de Itanhaém