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sábado, 10 de dezembro de 2011

3º DOMINGO DO ADVENTO – B.

 “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4-5).


Irmãos e Irmãs,
Deus vem para a alegria dos pobres. Estamos na metade do tempo do Advento, este bonito tempo de espera, de vigilância e de mudança de vida em que a Santa Igreja Católica nos convida a abrir os nossos corações para a vinda iminente do Filho de Deus.
O Senhor está no meio de nós, por isso a Liturgia de hoje exulta: “Alegrai-vos, o Senhor está próximo”.
Refletimos hodiernamente sobre a figura do precursor São João Batista. Hoje, a Liturgia nos faz sair da reflexão da penitência e da conversão e exulta em nossos corações a alegria do testemunho.
            Antigamente, o domingo de hoje era denominado Domingo Gaudete, por causa da antífona de entrada que começa com esse imperativo “Alegrai-vos”. O celebrante reveste-se de vestes róseas, anunciando a alegria e a luz que deve permear toda a nossa vida cristã.A alegria desta Liturgia nos anima a recordar a alegria do povo de Israel que, retornando do exílio no Egito, anseiam por dias melhores, ou seja, esperam pela Boa Nova do Senhor que vem.
A primeira leitura da celebração(cf. Is 61,1-2a.10-11) nos apresenta palavras animadoras, de uma dessas pessoas que surgiram na vida do povo de Deus. Ela preferiu ficar no anonimato e sua mensagem acabou sendo incorporada ao livro do profeta Isaías. Num momento de desolação, um profeta anônimo vem cantando e falando de coisas novas que Deus fará: onde reinava a tristeza, brilhará a alegria; onde campeava a desolação, virá a paz do Senhor; onde grassava o desânimo, vem o ânimo do próprio Senhor, anunciando a virtude básica da vida cristã: que DEUS PLANTARÁ JUSTIÇA ENTRE OS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE. Vale a pena recordar Isaías: “Exulto de alegria no Senhor e minh’alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas jóias”.,Problemas todos nós temos. A alegria anunciada é aquela que foi proclamada pelo precursor João Batista, que veio aplainar os caminhos do Senhor: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”.
A  primeira frase do Evangelho(cf. Jo 1,6-8.19-28) resume a pessoa e a missão de João Batista: é um homem, diferentemente de Jesus que, desde o início, é chamado de Filho de Deus. É um enviado de Deus, isto é, um profeta, que falará em nome de Deus aos homens.
Jesus também se dirá enviado (Jo 3,34), mas falará com autoridade própria e se identificará com o Pai (Jo 10,30). Chama-se João, que quer dizer “Deus usa de misericórdia”. A missão de João é proclamar que a misericórdia divina se encarnou na pessoa de Jesus de Nazaré, que veio “tirar o pecado do mundo” (Jo 1,29).
João Batista veio dar uma sacudida no povo de Deus, por isso ele é profeta que anuncia a palavra de Deus e dá a sua vida por este projeto de salvação. João se preocupou com o testemunho do Senhor que virá, abrindo como precursor os seus caminhos. João certamente deu testemunho de uma verdade: “Que Ele cresça e eu diminua”.
Aí está, pois, a novidade de ser cristão e de ser católico: que o clero e as lideranças do povo reconheçam a sua miséria e deixem que Cristo encaminhe e guie as comunidades para a vivência da alegria e do gozo do Senhor que vem.
João Batista nos deixou um testemunho brilhante de humildade e também de fé absoluta em Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele não se intitulou Messias, mas sim precursor, o que abre os caminhos. João Batista não disse uma palavra a seu respeito, mas somente a respeito do que Vem. O seu papel era apontar o caminho da salvação, proclamando a grandeza daquele que estava por vir, ao mesmo tempo em que se punha no seu lugar, sabendo que sua missão era só de abrir as veredas. João Batista aponta as luzes para o mundo, mas parece que o mundo não quer conhecer a luz que é Jesus, como ele próprio lamentou depois: “A luz veio a este mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que luz” (Jo 3, 19).

Caros irmãos,
A Segunda Leitura(cf. 1Ts 5,16-24) nos apresenta a alegria e a ação de graças sempre. São Paulo envia uma exortação aos Tessalonisses para que a alegria e a contínua ação de graças sejam a nota determinante desta comunidade eclesial, pois é para ver-nos assim felizes que Deus nos fez participar do Evento de Jesus Cristo. Daí, as orientações práticas para a querida comunidade eclesial: não apagar os dons do Espírito Santo, avaliar tudo e guardar o que serve, eliminar todo o mal. Termina a carta com um voto ou ósculo da paz, o que significa a perfeição escatológica, pois Deus é fiel.
Alegrai-vos! Alegrai-vos sempre no Senhor, incessantemente.
Todos nós somos convidados a examinar nosso relacionamento com Deus, afastando-nos do espírito do mal e nos aproximando do espírito de Deus, o espírito do bem e da paz, conservando a santidade de vida e de estado,
A razão desta alegria está enfeixada na segunda leitura: o que Deus quis, afinal, com Jesus Cristo e sua obra é que sempre possamos estar alegres e agradecidos a Ele. Ser felizes e animados pelo projeto do Evangelho é a nossa missão.
Na Igreja, muitos são os carismas, mas todos convergem para Jesus Cristo. O importante de hoje não é somente a conversão, mas é iluminar a sociedade com a fé que vem de JESUS CRISTO LUZ DO MUNDO, DANDO TESTEMUNHO DESTE JESUS, ÚNICO CAMINHO DE SALVAÇÃO, DESEJOSO DE VER AQUELE QUE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, COMO SALVADOR E VIVIFICADOR.
Que a Festa do Natal que se aproxima nos faça cada vez mais abertos, especialmente ao apelo de nossos Bispos que hoje pedem a nossa generosa participação na campanha da evangelização. Ajudando, desta forma, as necessidades da Igreja no Brasil, estaremos fazendo com que o Natal se realize cada vez mais digno nas Igrejas irmãs, pobres e necessitadas, carregando as sementes da Esperança que se renovam a cada NATAL DO DIVINO INFANTE.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha. (MG)

3° Domingo do Advento


Celebramos nesse fim de semana o terceiro Domingo do Advento, chamado de Gaudete, isto é “Alegrai-vos!”. Somos convidados nesse domingo a Alegria, “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto!” (Fl 4,4.5). Alegria pela aproximação do Santo Natal. Alegrai-vos! Alegremo-nos! O Senhor está perto! Está próximo o Natal; está próxima a Vinda do Senhor; está próximo de nós o Salvador nosso nos diversos momentos de nossa existência! Ele não é Deus de longe; é Deus de perto: seu nome será para sempre Emanuel, Deus-conosco! “A liturgia convida-nos a ter uma espera vigilante e alegre, porque o Senhor não tardará: Ele vem libertar o seu povo do pecado. Alegrai-vos! Há quem se alegre no pecado, há quem se alegre em futilidades, há quem, mesmo alegrando-se com coisas que valem a pena, esquece que toda alegria é passageira. Quanto a vós, caríssimos, alegrai-vos com tudo quanto é bom e louvável, mas colocai vossa maior e definitiva alegria no Senhor! Somente nele o coração repousa plenamente, somente nele encontra-se a paz que dura mesmo em meio à tribulação mais dura, somente nele o anseio mais profundo de nossa alma. Alegrai-vos! Mas seja o Senhor o fundamento da vossa alegria, a causa última da vossa exultação!”...
Um santo fim de semana a todos.... e não se esqueça domingo sem missa semana sem graça....Deus te abençoe sempre.... abraços e orações.
†Pe. Emerson R.Lima, cmps
Vigário Paroquial
Paroquia Santa Teresinha de Itanhaém

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O INICIO DE TODAS AS MUDANÇAS.


Queridos Irmãos e irmãs,
Ao nos aproximamos do final de mais um ano e comum que pensemos que tudo na vida ira mudar, como em um simples passe de mágica. Contudo devemos saber que não existe mudança que, não comece de dentro para fora. Somente se mudamos o nosso coração e no arrependemos dos erros e bobagem passadas, sem nos esquecemos de tirar sempre alguma lição que possa nos ajudar a crescer e evoluir.
Somente a vontade de mudar não basta mais e preciso colocamos essa vontade em gestos concretos, para podemos sustentar aquilo que queremos que mude e com isso influenciamos as pessoas e coisas ao nosso redor, essa ações não coisas impossíveis de realizar ou grande de mais e pesada; Mais são gestos simples e pequenos que vão se fortalecendo até atingir o tamanho e plenificação do que foi sonhando no seu inicio. São Francisco de Assis nos ensina a seguinte regra:
“COMEÇE FAZENDO O NECESSARIO, LOGO FARÁ O POSSIVEL E SEM VER O IMPOSSIVEL SE REALIZARÁ!”.
   Não ter pressa e um das atitudes que devemos ter ao começamos á planejar toda e qualquer transformação, sem duvida as coisas poderão mudar ao longo do caminho.  A metamorfose humana deve ser constante, pois o tempo e o senhor da razão e ações transformadoras só alcançam seu resultado depois de um terminado tempo.
   Por fim eu lembro que para podemos mudar as pessoa ao nosso redor devemos começar por nós mesmo, pois muitas vezes não conseguimos enxergar nosso próprios erros, e sempre colocamos a culpa no outro.
Grande Abraço
Loreano José de Jesus Goulart.
Acolito Vocacionado.
Diocese da Campanha ,
Diocese de Santos.

Celebrar a Novena de Natal.

       Toda solenidade ou festa importante é precedida de uma Novena. São nove dias em que a comunidade eclesial se reúne, em espírito de fé, para se preparar espiritualmente para a grande solenidade a ser vivida.
         Devemos reafirmar que no Natal o aniversariante é Nosso Senhor Jesus Cristo. Se o dono da festa é Jesus, que nos é dado como Salvador, nós devemos nos preparar com dignidade para o seu natalício.
         Como se preparar bem para o Natal do Senhor? Primeiro formando o grupo de reza da Novena do Natal. O ideal é que esta Novena seja vivida em nossa casa, na nossa rua ou no nosso setor eclesial.
         Mas, se isto não é possível, por motivos alheios à nossa vontade,  porque não inovar, por exemplo, celebrando a Novena de Natal em nosso trabalho? Sim, nosso trabalho deve ser um ambiente santo, um ambiente de harmonia, de boa convivência, de fraternidade e de paz. Não custa tirarmos meia hora de nosso tempo de trabalho, ou aumentar meia hora em nossa jornada para pedir as bênçãos do Deus menino em nosso lugar de trabalho.
         O importante é celebrar bem a preparação para o Natal de Jesus. E a melhor maneira para isso é a celebração da Novena de Natal. Na nossa centenária Diocese da Campanha queremos refletir sobre os sete sacramentos. Isso vai marcar nossos nove dias para que possamos refletir sobre os sete sacramentos que a Mãe Igreja nos oferece generosamente como via de vivência evangélica e de amor fraterno, na busca da santidade.
         Que possamos unir, nas ruas, nas casas, nas famílias e nos trabalhos e ouvir a Voz que clama no deserto e que nos apontam para Belém e para o Presépio. Que nossos corações sejam presépios vivos de solidariedade e abertura ao Deus Menino.
         Boa Novena de Natal!
         Padre Wagner Augusto Portugal
         Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AS MOTIVAÇÕES MAIS PROFUNDAS

         Diariamente somos abalroados por notícias que nos tiram a segurança e o sono. Antigamente as más notícias vinham de longe. Tratava-se de assaltos, seguidos de morte, a quinhentos quilômetros de distância. Falava-se de roubos praticados nos lugares ermos das encruzilhadas. Ficávamos chocados com a ousadia dos assaltantes de bancos, mas nas grandes cidades. Hoje, no nosso bairro, os bandidos batem em senhoras idosas. Na rua paralela à nossa, os marginais, numa invasão de domicílio, matam uma criança porque não parava de chorar. Na frente de repartição pública os desocupados saqueiam um funcionário que fora pegar o dinheiro do salário dos trabalhadores. Tudo isso está numa escala ascendente.                    
       Piora a cada dia. Procura-se descobrir as causas de tão anômalos comportamentos. São muitas as causas possíveis: falta de policiamento; falta de punição por parte dos poderes públicos; grandes desigualdades sociais; falta de escola. Tudo isso tem pontas de verdade.

         Mas posso garantir que entre a bandidagem não há ninguém que seja participante de missa, ou que comungue regularmente; não há ninguém que faça as suas orações, adorando a Deus Criador e Pai de todos. Estou inclinado a dizer que os homens maus não tem fé, não se importam com os ensinamentos de Jesus, e não respeitam a Igreja como entidade para reunir o povo santo de Deus. Podemos ter a certeza. O que convence uma pessoa, homem ou mulher, a praticar o bem, são os princípios religiosos. São as únicas que resolvem.”Todos sois filhos de Deus, mediante a fé em Cristo” (Gal 3, 26). Isso nos leva a uma certeza profunda de sermos pessoa importante. Também nos leva a respeitar o semelhante, porque este também é filho de Deus. Sim, a escola ajuda a formar; a segurança pública inibe os maus comportamentos; maior igualdade econômica pode trazer sentimentos de paz. Mas nada iguala a afirmação da fé: “Não sabeis que sois templos de Deus, e que o Espírito habita em vós? (1 Cor 3, 16). Esse pensamento, desenvolvido na graça divina, tem uma potência de revolução social. Ou o homem adota os profundos princípios religiosos, ou as potências do mal tomam conta das pessoas e da sociedade.

Dom Aloísio Roque Oppermann scj 
 Arcebispo de Uberaba, MG.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Luz do mundo


Existe o perigo da pessoa viver na escuridão, numa vida sem perspectiva e esperança. Quem está nestas condições ficou inativo e sem ânimo para produzir e fazer o bem.
Está chegando o Natal, em que a Palavra de Deus se torna carne e toma a forma humana em Jesus Cristo. É a Luz que vem brilhar capacitando-nos para uma vida nova, reerguendo nossas cabeças.
A luz de Deus brilha nas trevas, nos corações escurecidos e dá sentido de vida para o mundo penetrando, com profundidade, nos corações das pessoas. Essa luz é o próprio Jesus Cristo anunciado por João Batista.
João, testemunhando Cristo, teve uma postura firme contra as artimanhas das autoridades do tempo, que lhe custou o martírio. Com isto ele tornou-se um sinal de luz muito forte para as primeiras comunidades cristãs. Ele foi motivo de ânimo para os desanimados.
Numa visão de Igreja missionária, todo cristão deve dar testemunho da luz. Não apenas sombra, mas reflexo de Cristo, como acolhida do dom da fé no Messias verdadeiro, sendo igual João Batista, “a voz que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor”.
Muita gente não consegue enxergar, no Natal, o nascimento de Deus. Não é simplesmente um dia de festa, mas de abrir caminho para um novo mundo. Isto supõe acolher e aderir às propostas que são próprias do Reino de Deus, de mudança de vida.
Como no tempo do nascimento de Jesus, hoje também temos condição social que exige transformação. Há muitos pobres, pessoas de corações feridos e oprimidos. Deus vem para proclamar a liberdade e exigir vida equilibrada e digna para todos.
Natal é proclamar o tempo da graça do Senhor e de uma sociedade justa, que não se conforma com a existência de pessoas excluídas. Jesus foi sempre comprometido com a vida em abundância. Significa a utopia do novo mundo, de justiça e paz.
O nascimento de Jesus é a chegada de uma pessoa ilustre. Mesmo num mundo hostil, Ele vem dizer: “Guardai-vos de toda espécie de mal”. A vida é sempre uma vigilância.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto.

IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA – B.


“Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas jóias”. (cf. Is 61,10).

Meus irmãos,
         No tempo do Advento, que é tempo de esperança, de silêncio e de aguardo, na doce espera do Nascimento do Redentor do gênero humano celebramos uma festa muito importante a todo o povo brasileiro: a festa de Maria, comprometida com o projeto salvífico de Deus. A festa celebra a fé da Santa Igreja Católica de que Maria não experimentou o pecado original, para que fosse digna de ser a Mãe do Filho de Deus. Trata-se de uma visão da Igreja em matéria de eclesiologia – da vida da Igreja – e de escatologia – do tratado das coisas futuras.
            Maria Santíssima é a única exceção da participação universal do pecado, que reina desde o pecado original, conhecido como o pecado do Homem e da Mulher. Em Maria Virgem e em sua prole, a Igreja viu a plenitude daquilo que está prefigurado na primeira leitura retirada do livro de Gênesis: a mulher e a sua descendência, pisando aos pés e a cabeça da serpente, encarnação da tentação pecaminosa. Portanto, Maria é a nova Eva, conforme o estudo dos antigos padres da Igreja: “Ave, Eva”.

 A primeira leitura de hoje nos fala da existência do pecado na vida dos homens e da mulher(cf. Gn 3,9-15.20). Mostra o drama do homem e da mulher diante do Criador, ao se sentirem culpados por algo que lhes roubou a paz, já que caíram na real que não foram capazes de cumprir o que Deus lhes havia determinado. O que é bom ter presente é a capacidade dos homens e das mulheres de caminharem na contra mão do projeto de salvação do Deus da vida, de realizar a vontade do Senhor Deus, cedendo ao pecado, aos caprichos pessoais, aos projetos que nunca foram e nunca serão de Deus. É querer ter a tentação de ser o próprio Deus. A leitura é uma constatação do que é a vida humana e a liberdade que o homem tem em escolher entre o bem e o mal. Somos convocados a cooperar com Deus na realização do seu projeto, comprometendo-se com Deus. No Evangelho de Lucas(cf. Lc 1,26-28) Maria é apresentada como a mais fiel da humanidade que se comprometeu com a realização do projeto do Pai. Em Gênesis temos a humanidade pecadora que é redimida pela humanidade fiel, cheia de graça, do Evangelho que descreve as maravilhas do Magnificat.
            Deus projeta em Maria a sua própria imagem e semelhança que não via mais desde o primeiro pecado da história da humanidade. Deus dialoga com as suas criaturas, à partir da Virgem, porque Maria é a representante do povo sofrido. Maria pobre, sem genealogia, sem passado importante, gente simples do povo judeu, buscada na escuridão de uma vida simples, mas digna, é a representante do povo sofrido que foi escolhida para receber em seu seio virginal o Salvador, o Divino Infante.
Resignada em cumprir a vontade do Pai, foi a protagonista do teatro da salvação, encarnando os anseios do povo de Deus, trazendo em seu ventre “o ramo de Jessé” que salvará a humanidade, rompendo o tempo de dignidade e de acolhida.
            Maria cumpriu sua missão oferecendo ao mundo o Filho de Deus, nosso Salvador. Aqui reside o ponto central : o mistério da Imaculada Conceição é o mistério da perfeita pertença à santidade de Deus, que é o núcleo também da santidade da Igreja e o futuro ao qual todos nós somos chamados. Em Maria, este futuro já é o passado. Por isso o prefácio desta Liturgia proclama “as primícias da Igreja”.
            A segunda leitura desta solenidade(Ef 1,3-6.11-12)  apresenta o plano de Deus para com os homens, destinados a serem imaculados. Deus mostra seu amor para conosco, também, desde a eternidade.
            Não podemos separar os dois mistérios: a encarnação de Jesus e a Imaculada Conceição de Maria em vista da maternidade divina. Maria foi concebida sem pecado em previsão de ser a escolhida de Deus para a Mãe de Jesus Cristo que, ao mesmo tempo, seria Deus e criatura humana. Como também não se pode separar o mistério da encarnação do mistério da salvação humana. Todos somos hoje co-envoltos na graça. São Paulo nos adverte: “Vos tornastes filhos de Deus em Cristo Jesus, fostes revestidos de Cristo(cf. Gl 3,27). Tornamo-nos, igualmente, participantes da graça divina na pessoa de Jesus. A festa de hoje, portanto, celebra os planos e os meios de Deus em Maria por causa de Jesus; e, em Jesus, por causa da redenção do mundo. A força-motriz de tudo é o imenso amor e a incontida misericórdia de Deus.
            A santidade é o maior convite e o maior apelo da Igreja, conforme nos ensinou o saudoso Pontífice João Paulo II. Ser santo é ser audacioso e ser simples na busca das bem-aventuranças. Em tudo isso MARIA foi e sempre será o exemplo completo. Por isso a Virgem é a representante da humanidade enfim cheia de graça, redimida, escolhida, chamada a ser parceira de Deus na obra da salvação. Parceria que nasce da santidade na “busca do rosto sereno e radioso do Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha, MG.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição de Maria

  “O Cheia de Graça, o Senhor es contigo não temas, pois encontraste graça Diante de Deus, es que conceberas e darás a luz a um filho ele será grande seu nome será: Jesus”
                                   
                                 
       Queridos irmãos e irmãs,

   Mais um feriado se aproxima, e mais uma pergunta também, será que conhecemos o motivo desse feriado? Ou ainda o titulo da Imaculada Conceição de Maria?
   Para podemos intender sobre o dogma da Imaculada Conceição, primeiro tenho que aprender o que e Dogma:Dogma é uma verdade absoluta, definitiva, inquestionável e absolutamente segura não existe nenhuma dúvida. Uma vez proclamado solenemente, não pode ser revogado ou negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar, Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica e como povo católico aprendemos a conhecer, amar, aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável.
 
  Os mais importantes dog­mas, que tratam de assuntos como a Santíssima Trindade e Jesus Cristo, "fo­ram definidos nos primeiros concílios ecuménicos; o Concílio Vaticano I foi o último a definir verdades dogmá­ti­cas (primado e infalibilidade do Papa)". As definições de dogmas "mais recentes estão a da Imaculada Conceição [...] (1854) e da Assunção de Nossa Senhora [...] (1950)".  
   Então o Dogma da Imaculada Conceição e uma verdade, que mesmo não podendo ser comprovada cientificamente, nós como povo que caminha pelas estradas sendo guiado pelo Espirito Santo, aprendemos essa verdade absoluta. Santo Antônio de Santa Galvão, nosso querido Frei Galvão escrevia na pílulas, que ate hoje não feitas a seguinte afirmação: “ Virgem antes, durante e após o parto”. Assim aprendemos que nossa Senhora nasce sem o pecado original, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia da graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado e por isso foi elevada aos céus. A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.
   Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho, Nossa Senhora e a Segunda Arca da Aliança, se no antigo testamento Deus quiser se fisse um arca feita de ouro puro, assim para reconciliar o mundo e trazer o salvador Ele quis um Mulher sem macha e pura para ser a Mãe do Verbo encarnado. A imagem de Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil e feita originalmente pelos mordes da Imaculada Conceição, por isso dissemos Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida.
 Loreano José de Jesus Goulart.
Acolito e vocacionado
Diocese da Campanha e Diocese de Santos
PELA EQUIPE DO BLOG


                                                                         fonte de referência: www. Wikipedia.com

Uma devida preparação para o Natal


       O segundo domingo do advento nos conclama a “ouvir a voz que clama no deserto” e que nos adverte que devemos estar preparados para o evento da Encarnação do Filho de Deus que veio ao mundo para nos salvar. Jesus já veio. Jesus vem vindo no Natal. Jesus virá nos fins dos tempos.

       No Natal o aniversariante é Jesus. A festa é para ele. E Jesus, na singeleza da manjedoura de Belém, nos dá as pistas necessárias para bem celebrarmos a sua festa.
       Por isso o Natal é precedido de quatro semanas de preparação, de espera, de vigilância, de recolhimento, de vida espiritual meditando acerca dos mistérios de Deus que manda o Seu Unigênito Filho a este mundo para nos salvar. Assim o toque principal do tempo do advento é a meditação, o recolhimento, a solidariedade, a partilha, a humildade.
       Assim no tempo do Advento a nossa primeira preocupação deve ser de uma renovação de vida. Devemos procurar o padre de nossa Paróquia e pedir uma confissão auricular, completa, bem feita, precedida de um excelente exame de consciência, com a reta intenção de recomeçar a sua vida, deixando de lado tudo aquilo que é sombra, pecado, ausência da graça santificante de Deus. Mais do que nos confessarmos pela Páscoa da Ressurreição, devemos cultivar a graça de se abrir ao arrependimento, ao perdão dos pecados e das faltas comparecendo mais regularmente ao confessionário, tornando-se amigo de Jesus, o Sumo Juiz que pelas mãos ungidas do ministro ordenado, perdoa os nossos pecados e reata a nossa amizade com Deus e com a comunidade.
       No gesto concreto de uma boa confissão, que purifica os nossos pecados, está a abertura para a solidariedade deste tempo quando, em comunidade da rua, do bairro ou da paróquia nos abrimos para a Novena de Natal, para a récita do terço, para a reflexão dos mistérios que cercam o nascimento de Jesus e que nos ajudam a viver o tempo do Natal, superando o consumismo, as festas meramente de confraternização, e nos confraternizarmos com o “dono da festa” que é o próprio Deus Menino que nos é dado para a nossa salvação.
       Não nos esquecemos dos mais pobres, dos que passam necessidades e padecem mesmo de sofrimento físico e moral, apresentando-lhes a nossa
solidariedade, a nossa presença e até a nossa doação de uma cesta de Natal, gesto concreto de partilha, dando a quem não tem condições dignas para celebrar o Nascimento de Jesus Cristo.
       Neste Advento, nos acompanhe a Virgem da Boa Esperança,  que contra toda a esperança humana, nos apresenta o Seu Divino Filho, que Ela traz em suas Imaculadas entranhas, por obra do Espírito Santo, para conceder ao gênero humano a salvação que vem de Deus Pai.
       Jesus arma a sua tenda entre nós! Cabe a nós agora nos deixarmos ser seduzidos por Ele que é o caminho, a verdade e a vida. Como João Batista clamou a sua voz, o Papa Bento XVI clama o seu pedido de Pastor e Pai Universal da Igreja: “enquanto nos preparamos para o Natal, é importante que entremos em nós mesmos e façamos um exame sincero sobre a nossa vida”. “Deixemo-nos iluminar por um raio da luz proveniente de Belém – disse o Papa - a luz Daquele que é ‘o Maior’ e se fez pequeno, ‘o mais Forte’ e se fez fraco”. E o Papa concluiu: “à intercessão materna de Maria, Virgem da espera, confiemos nosso caminho em direção ao Senhor que vem, enquanto prosseguimos o nosso itinerário de Advento para preparar no nosso coração e na nossa vida a vinda do Emanuel, o Deus-conosco”.
       Que este espírito de busca da Verdade que é Cristo nos ajude, no tempo do advento do Filho de Maria, a encontrar a nossa própria verdade e com Cristo, por Cristo e em Cristo abrir a nossa vida e o nosso coração para que Cristo nasça de fato em nossa vida!

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

“O ADVENTO E A ESPERANÇA PELA SEGUNDA VINDA DO SENHOR”

" EU SOU A VOZ QUE CLAMA NO DESERTO, APLANAI OS CAMINHOS DO SENHOR "
Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Iniciou se no 1º Domingo do Advento, a preparação para a primeira vinda do Messias que no Livro do profeta Isaias exorta a libertação e a criação de uma nova Jerusalém, dado a esse nascimento, que é prova do Amor de Deus a nós seus filhos.
O advento é o tempo de alegrarmos nos pelo nascimento do filho de Deus, que se fez Carne e habitou entre nós através da aceitação de Maria e da humildade de José que ao receber Jesus como seu filho, da para nós um exemplo de obediência a Deus e aos seus designos.
Quando falamos do Tempo do Advento, é preciso lembrar-se do profeta João Batista, principal anunciador da vinda de Jesus, O Messias e Salvador de todos os povos. O profeta nos indica uma frase que deve ser observada com bastante atenção principalmente nos tempos de hoje a frase é:“Aplainai o caminho do senhor”.
Aplainar significa: nivelar, igualar como o lavrador que prepara a terra para o plantio nós devemos preparar o nosso coração para segunda vinda do Senhor, que descera repleto de gloria e “separará as ovelhas dos cabritos”.
Neste tempo especial de preparação para o Natal do Senhor possamos fazer de nossa casa, a casa de Jesus, nascendo em nossos corações, um sentimento de sermos verdadeiras famílias como aquela de Nazaré que cumpriu o que Deus lhes havia preparado.

Gustavo da Silva Santos-Acólito
Boa esperança – MG
Diocese da Campanha
.


        

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

João Batista e Maria


       Guiados pela voz de João Batista e pelo testemunho de Maria.
Estamos já na segunda semana do Advento: nos acompanha na liturgia dominical duas figuras singulares e queridas em nossa vida de fé: João Batista e a Virgem Maria.
     João Batista, o precursor, é a voz que clama do deserto. João Batista nos aponta o Cristo. Convoca o povo a fazer penitência, a confessar os seus pecados publicamente, a mudar de vida radicalmente, a ter um estilo de vida simples, sóbrio, despojado, quase que ascético para preparar o caminho que estiver torto para o caminho direito que nos leva a manjedoura de Belém, que nos leva ao evento da encarnação do Filho de Deus, que vindo a mundo, não vai nos batizar somente com água, mas com o Espírito Santo, na pregação do último profeta da antiga Aliança. João Batista denuncia os desmandos, as panelinhas e as corrupções de seu tempo e conclama os pecadores a procurarem a penitência e a emenda total de vida. João Batista nos chama a ser homens e mulheres da VERDADE sem se esquecer da CARIDADE. João Batista nos ensina que somente na honestidade encontraremos o caminho de Deus neste vale de lágrimas que nós peregrinamos rumo ao infinito, as delicadezas de Deus.
       A Virgem Maria, que nós podemos chamar de Nossa Senhora do Advento, é a escolhida preferencialmente por Deus para nos dar, por obra e graça do Divino Espírito Santo, o Salvador e Redentor da humanidade, o seu Filho Jesus Cristo, o Deus Menino que nos foi dado pelo Pai. Maria, a Virgem que sabe ouvir. Maria a mulher da escuta da Palavra de Deus. Maria a mulher que não duvidou de Deus e apenas disse, coração alegre e jubiloso, o seu FIAT. Seja feita não à minha vontade, mas a Tua Vontade, ó Pai. Sim Maria nos ensina, neste tempo favorável de esperança e de silencio, a entrar no mistério do Redentor que veio ao mundo para nos salvar. Maria nos matricula na escola do discipulado e da missão para levar o Cristo a quem não deixa ainda Ele nascer em seu coração, em seu trabalho e em sua vida.
       Assim a característica fundamental deste tempo é o silêncio, a reflexão, a espiritualidade. Jesus quer nascer de novo nos corações daqueles que vivem como se Deus não existisse, que querem fazer uma experiência de fé que não é aquela pregada por Jesus.               O Advento nos chama a voltar os nossos olhos, os nossos corações, as nossas vidas, o nosso procedimento para os caminhos virtuosos que somente Jesus Cristo pode nos oferecer. Guiados pela voz da Verdade proclamada por João Batista preparemos o nosso Natal buscando sempre o exemplo de Maria: “Fazei tudo o que Jesus vos disser!”. Bom advento!
                                                                                                                + Eurico dos Santos Veloso
                                                                                                     Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)


"Eis uma voz que clama no deserto preparai o caminho do Senhor"

domingo, 4 de dezembro de 2011

O QUE É ADVENTO


       A palavra “advento” se origina do latim: ad+ventus= ante a chegada. “Ventus” deriva do verbo “venire”(vir) = aquele que vem.


O tempo do Advento abre para a Igreja a grande celebração da manifestação do Salvador em nossa humanidade. É um tempo de preparação para as festas epifânicas, isto é, comemorações das manifestações do Senhor, tem como tarefa preparar-nos para receber o Senhor que vem e se manifesta a nós.A manifestação do Senhor tem dois aspectos: a manifestação em nossa carne ao nascer, que constitui a sua primeira vinda; e a manifestação em glória e majestade no final dos tempos, que constitui a sua segunda vinda.
        É bom e necessário descobrir, através do Advento, o mistério de Cristo em cada página da Escritura. Alimentamo-nos da esperança profética de Isaías, no seu contundente anúncio de expectativa no futuro e de que Deus cumpre as suas promessas. Buscamos a atitude austera, humilde e simples de João Batista, o qual tem a missão de preparar os caminhos do Senhor. Acreditamos, com Zacarias e Isabel, nas promessas de Deus; deixamo-nos fecundar, como Maria, pela Palavra; e acolhemos o Senhor no mais íntimo de nossa vida.
       Também é perceber como Maria coopera no mistério da redenção, aceitando ser a mãe do Filho de Deus. O Filho de Deus entra no mundo como “nascido de mulher”. Ela une o Salvador ao gênero humano. O Advento insere Maria na vivência e celebração do mistério pascal.
          Viver o Advento significa rever os nossos projetos, avaliá-los à luz da mensagem do Advento do Senhor, rever o rumo que estamos tomando em nossa vida pessoal, social e comunitária.

       Esta é a época em que nós temos a oportunidade de pensar em tudo isto e transformar a nossa vida numa espera feliz porque o Cristo sempre vem para nós.
Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

APRESENTAÇÃO

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