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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Dom Oscar de Oliveira no seu centenário!

         Minas, genuflexa, agradece a Deus neste dia 09 de janeiro de 2012 o centenário de nascimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Oscar de Oliveira, Arcebispo de Mariana, entre 1960 e 1988, depois de ter sido Cura da Catedral de Nossa Senhora da Assunção, por dois lustros, na sede primaz de Minas e professor titular de direito canônico do Seminário São José da mesma Arquidiocese de Mariana.
Em 1954, o Santo Padre Pio XII o nomeou bispo auxiliar de Pouso Alegre. A ordenação episcopal ocorreu na Sé, em Mariana, presidida por Dom Helvécio Gomes de Oliveira, tendo como consagrantes Dom Daniel Neves e Dom Rodolfo Pena, seu antigo Pároco. Após um ano de permanência no sul de minas, como Bispo Auxiliar e, depois Administrador Apostólico Sede Plena de Pouso Alegre; tornou-se bispo coadjutor e administrador sede plena daquela Igreja Particular, ocasião em que concluiu as obras da Catedral, construção do novo seminário e fez visita pastoral a todas as paróquias durante os quase cinco anos que ali se dedicou.
Dom Oscar, aos 31 de janeiro de 1959 foi nomeado Arcebispo Coadjutor e Administrador “Sede Plena” de Mariana. Aos 25 de abril de 1960, tornou-se ARCEBISPO METROPOLITANO DE MARIANA, onde durante vinte e oito anos exerceu profícuo pastoreio.
         Dom Oscar, o grande e magno canonista, foi professor de gerações e gerações no vetusto Seminário Maior de Mariana, centro irradiador da formação eclesiástica mineira. Dom Oscar dava aulas de cor. Sabia tudo, no seu coração e na sua alma, era um bispo à moda antiga, príncipe e pastor de almas, poeta requintado, cronista fino, historiador abalizado e amante da cultura, coube a ele constituir os museus arquidiocesanos de Mariana, recuperar a arte sacra, promover o estudo da restauração, dando emprego aos próprios habitantes de sua vasta Arquidiocese, que por ele foi visitada, pastoralmente, muitas e muitas vezes, sempre com o seu sorriso acolhedor.
Dom Oscar, como intelectual refinado, publicou as seguinte obras; De Delictis et Poenis. 1951. 500 páginas sobre o Livro V do CIC pio-beneditino; Nossa Senhora das Brotas, seu culto em Portugal e no Brasil; Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe dos Homens; A Fé; Santíssima Eucaristia, Inefável Mistério da Fé; Sagrado Coração de Jesus; A Família; Moinho d’Água e Estância de Saudades, além de seus artigos e catequeses semanais no Jornal O ARQUIDIOCESANO.
Sua voz e a sua pena eram ouvidas e lidas não só no âmbito de sua amada Igreja Primaz, mas transcendia os umbrais marianenses, sendo ele uma voz abalizada no episcopado brasileiro, sendo o responsável pela nomeação e consagração de seis dos mais admirados bispos mineiros.
Nós, mineiros, no primeiro centenário do 3º. Arcebispo e 11º. Bispo de Mariana, unamos nossa voz em solene TE DEUM LAUDAMUS pela obra e pela vida de Dom Oscar de Oliveira, o grande bispo canonista, que do céu nos ensina que o direito deve salvar e não condenar, porque Dom Oscar sempre dizia: saber tudo de direito canônico antes de tudo é colocar o amor e a caridade para a salvação das almas.
Mariana e Dom Oscar se misturaram em esplendor, santidade, catolicidade e dignidade! Do barroco cheio de ricas mensagens de quantas vidas que por ali passaram. Nos altares de Mariana agora foi incrustada mais uma jóia. E que jóia de rara preciosidade, na Sé Primaz esperam a ressurreição final o corpo bendito do grande Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, cujo o centenário jubilosos celebramos!
Minas e o Brasil precisão de mais bispos da têmpera do grande D. Oscar, que uniu cultura, arte sacra, erudição, pastoral, direito canônico e caridade como requisitos básicos de seu pastoreio, além de tudo isso, um verdadeiro amor e dedicação impar ao seu Seminário, a jóia da coroa eclesiástica mineira.
Dom Oscar rogai por nós junto do trono do Deus Justo!
Padre Wagner Augusto Portugal.
Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

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